Tuesday, October 23, 2007

Tô de recesso porque o mundo é careta!


Odeio provas e compartilho a opiniao do meu professor de italiano, Emmanuele. Prova nao prova nada. A vida já é uma grande prova, para que avacalhar mais ainda?!

Achei que numa escola de arte o método convencional de avaliacao, completamente ultrapassado e careta fosse abolido. Mero engano. Aqui estou eu, mergulhada em uma semana completamente cheia de provas. Eu gosto de ler (muito e sempre) e de estudar. Mas o lance de tentar adivinhar o que a pessoa está querendo com aquela pergunta, nao é a minha. Sempre interpretei o mundo de forma um tanto esquisita.

Enfim, semana de recesso para terminar 1001 trabalhos e provas chatinhas de semiologia, pesquisa academica, patterns...


Dica: amei! lindo. Chorei já no prefácio... e estou prologando cada linha para que o livro nao termine logo. Tem-que-ler:

"Florence Broadhurst- her secrets and extraordinary lives" por Helen O'Neil.

Comprei na Amazon por um preco bem acessível. Após assistir o documentário sobre a vida da Florence no festival de cinema do ano passado, finalmente lancaram o livro! Que livro... faz bem para os olhos e para vida!

Kyi, querido, amo seus comentários... quero um blog seu também! quero ver suas obras, seu trabalho, saber de sua vida na Noruega. Tudo! Tenho certeza que voce arrasa! Bjks

Inté semana que vem! Tô de recesso, tá?

Sunday, October 21, 2007

Minha favorita no curso P&B


Kolaportid, originally uploaded by aline g..

Eu adoro essa foto. Primeiro, porque a missao era tirar foto de uma pessoa desconhecida. Segundo, porque eu participei de todo processo, desde o ato de tirar a foto, revelar o filme a imprimir.

É um processo mágico que faz da fotografia tradicional, arte; e da digital, lugar comum!!!

Mercado das Pulgas em Rvk


Kolaportið, originally uploaded by aline g..

Harbour at Reykjavik


Harbour at Reykjavik, originally uploaded by aline g..

Photo Class B&W


101 Rvk, originally uploaded by aline g..

Sunday, October 14, 2007

Realismo de Gregory Credwson


Passei o dia escrevendo um texto sobre mito (segundo o texto "The Structural Study of Myth" de Claude Levi-Strauss). Ficou um texto super complexo que levou pelo menos dois dias (inteiros!)para eu conseguir argumentar como essa foto aí de cima (Untitled, 2001- da série "Ophelia from Twilight"- Gregory Crewdson) poe por água a baixo os argumentos de Levi-Strauss sobre mito. É o realismo psicológico de Gregory Crewdson. Acho que fui um tanto pretenciosa.
Eu adoro essa foto. A primeira vez que a vi foi em uma propaganda de uma galeria de arte, numa dessa mil revistas que fico folheando nas livrarias, mas nunca compro. Me recuso a pagar o preco que eles cobram aqui em Rekjavik. Enfim, quando recebi a missao de analisar o texto de Levi-Strauss com um exemplo contemporaneo, decidi: é ele! Li muito sobre ambos. Complexos e curiosos. Esses foram dias de análise e muita confunsao mental. Nem adianta eu postar o texto, que ainda nao sei se eu mesmo me entendo. Mas no fim adorei escrever sobre eles e a minha conclusao ficou bem picante: tipo- ou está muito correta ou foi uma viagem total. Semiótica é sempre assim, é aprender a construir um "corpo sem orgaos"-"a body without organs" (se é que me entendem!).
Quentinhas: inauguracao do Miss Tanaka foi um sucesso! Vi as fotos e ficou muito lindo. Estou esperando as fotos oficiais do Humberto para eu postar aqui! Aninha e Graca, muita forca e sucesso para voces, amigas! Elas merecem!!!

At home with Sigur Rós




The Icelandic word “heima” means at home in English and it is also the title of the Sigur Rós film/documentary, world premiered at Reykjavik International Film Festival 2007. No word is more appropriate for the title, since the film brings up the feeling of being back home after an extensive world tour of their acclaimed fourth album “Takk”. In the summer of 2006, the Icelandic quartet (Jón Þór Birgisson, Georg Hólm, Kjartan Sveinsson and Orri Páll Dýrason) marked the return to their homeland with seven unannounced free concerts at various remote corners of the country, culminating with a concert in Reykjavik attended by one tenth of Iceland’s population - the biggest concert in Icelandic history.[1]
The Oscar-nominated director for Lilo & Stich, Dean DeBlois was responsible for bringing to the screen all the feelings of those concerts, music numbers done only for the camera and interviews with the members of the band and their co-performers and close friends Amiina (Hildur Ársælsdóttir, María Huld Markan, Edda Rún Ólafsdóttir, Sólrún Sumarliðadóttir). According to DeBlois: "Their ambitious gesture of playing free, unannounced concerts in every corner of Iceland struck me as noble and beautifully strange - something unheard of in our jaded world. I wanted to present an intimate view of the band and their country from my own wonder-filled, foreign eyes."[2] To record the band at work, the director was in command of a crew of over forty people at fifteen inspiring places.
The cinema photography of Heima deserves attention, taken in high resolution and capturing the colours of Iceland. Although it is known that the Icelandic dramatic landscape looks good on the big screen, the way the frames were put together is very special and unique, showing not only the group on stage, but also various aspects of Icelandic culture. As a result, the look of the scenes and its content flows like an extension of Sigur Rós music. The quartet chose to play in different and exotic places, like the abandoned fish processing plant at Djúpavík, in the northwest , that was built in the big herring boom during the fifties but lasted only two years and hasn’t been used since ; a cave and a protest camp where they played an acoustic set because the people in the camp were protesting the building of a dam in Kárahnjúkar, the “grand canyon” of Iceland, that’s going to produce electricity for ALCOA aluminum smelter. In the film, the musicians clearly care about nature and its preservation without taking it to a political discussion about Icelandic environmental and development policies .
The intention of Sigur Rós to have concerts in the country side of Iceland was to demonstrate their gratitude for the local support and bring life to areas that there isn’t much activity on a regular basis. As a foreigner living in Reykjavik, the film gave to me an opportunity to understand better the Icelandic culture, looking back to traditions and the life at these remote and desolate areas. The scenes in the film were full of nostalgia.
On the other hand, while the film is an ode to Iceland, Sigur Rós and their friends speak in English with Icelandic accent, which, in my point of view, breaks the mood of the film. For me, the language is the strongest aspect of Icelandic culture and should be in the documentary as the main language. It was clearly difficult for them to express themselves in a foreign language, although they were very comfortable in front of the camera. Another aspect concerning the language is that the songs in Icelandic were without subtitle, which is unacceptable for an English- Icelandic production. But probably they were more concerned about not distracting the attention of the public from the breathtaking images.
For a quartet known across the globe[3], Jónsi, Goggi, Kjarri and Orri are definitely unassumed and not arrogant. In Heima they show that they are not only great musicians, but also in touch with other realities. The film is about this Sigur Rós, that most people don’t know, and about Iceland- its nature, its people and their children. An Iceland that I didn’t know, the modest “Iceland of Sigur Rós”.
Technical Information:[4]
A Klikk Film (Iceland)/EMI Records (U.K.) production, in association with the Icelandic Film Center, Truenorth Prods.

Produced by John Best, Dean O'Connor.

Executive producers: Jon Thor Birgisson, Orri Pall Dyrason, Georg Holm, Kjartan Sveinsson, Kari Sturluson, Terry Felgate, Paul Baines, Stefan Demetriou.

Directed by Dean DeBlois.

With: Jon Thor Birgisson, Orri Pall Dyrason, Georg Holm, Kjartan Sveinsson, Hildur Arsaelsdottir, Maria Huld Markan, Edda Run Olafsdottir, Solrun Sumarlioadottir.

Camera (color, HD): Alan Calzatti
Editor: Nick Fenton;
Music: Sigur Rós
Sound (Dolby Digital): Birgir Jon Birgisson, Ken Thomas
Assistant director: Hjorthur Gretarsson.
Reviewed on DVD, Chicago, Sept. 27, 2007. (In Reykjavik Film Festival -- opener; Rome, Athens film festivals.)
Running time: 97 MIN.


[1] Sigur Rós Official Web Page. (http://www.sigur-ros.co.uk/media/press/heima.php ) Consulted at 06. oct. 2007.
[2] COLOTHAN, Scoth. Sigur Ros: 'Heima' - A film by Dean DeBlois. http://gigwise.com/contents.asp?contentid=36563 Consulted at 08. oct.2007.
[3] Sigur Rós Official Web Page. (http://www.sigur-ros.co.uk/band/) Consulted at 08. oct. 2007.
[4] SIMON, Alissa. Sigur Rós: Heima. Variety Web Page. (http://www.variety.com/review/VE1117934930.html?categoryid=31&cs=1) Consulted at 06.10.2007.

Wednesday, October 3, 2007

Babado!!!!

Meu amigo fashion do coracao já viu!
Nem precisei anunciar e Kyoshi Yamamoto (o Kyki) já viu, já comentou... mais antenado que ele, só ele... direto da Noruega!
Tudo porque fiz uma colaboracao como leitora no site da Erika Palomino , sobre o filme Heima do Sigur Rós. Babado! Adoro o site deles. Leio sempre e baixo os Phodecasts todas as semanas. Me divirto, mato saudade da língua, fico por dentro do que rola e rio muito!
Eles, Sérgio e Ju, foram fofíssimos e atenciosos.
Tanto que tá lá! : )
To correndo de um canto pro outro por conta do festival de cinema e tenho que fazer a capa para uma revista até sexta como trabalho da facu e parte de um concurso. Já viu, né? Isso porque anunciaram só ontem! Básico!

Sunday, September 30, 2007

A Islandia de Sigur Rós


O filme “Heima” (“Em casa”) do grupo islandes Sigur Rós teve seu lancamento mundial quinta passada (27.09) na abertura do Reykjavik International Film Festival (RIFF 2007). Este ano festival conta com mais de 87 filmes internacionais e islandeses.
“Heima” recebeu grande destaque pela mídia islandesa e internacional, que lotoram a sessao de estréia do filme. O documentário dirigido por Dean Deblois, diretor da animacao “Lilo& Stich”, conseguiu sincronizar a telona do Háskólabió (cinema da universidade) uma hamornia simples e introvertida entre as paisagens dramáticas da terra do gelo, a cultura islandesa e a música de Sigur Rós.
As imagens foram retiradas da turne que o grupo fez em 2006 em 15 diferentes lugares, desde pequenas vilas à capital Reyjavik (e eu fui ao show deles em Rvk !). Muitos dos shows contaram com a participacao da banda islandesa
Amiina , um quateto islandes (fofissimo) que deu um toque feminino ao filme, no qual elas relatam a forca da amizade entre eles.
A fotografia do filme chamou atencao com locacoes muito bem escolhidas e lugares onde a civilizacao parece nao ter tocado. A combinacao com a música de Sigur Rós e diálogos com os membros da banda, fizeram do documentário uma obra de arte que emocionou nao apenas os isladeses como todos da platéia.
De certo, Sigur Rós mostrou aos islandeses uma Islandia que muitos nao conheciam, a “Islandia de Sigur Rós”.
O DVD “Heima” será lancado 5 de novembro, assim como o CD duplo, "Hvarf-Heim", com faixas inéditas e uma série de versões acústicas de músicas de sua carreira. Para assistir ao
clipe.



É lindo, sensível... e me fez chorar. Foi difícil segurar as lagrimas, pois parece que a música deles te envolve de tal forma... toca fundo. Música, imagens.... tudo! Acho que passei a compreender melhor a cultura islandesa depois desse filme e percebi que a minha relacao com a Islandia é mais profunda do que eu imaginava. Vai além das minhas reclamacoes sobre o vento e o frio!


No fim do filme encontrei com Ásgeir, um amigo e ele disse: "me senti uma rainha aos prantos.." Eu também!

Wednesday, September 26, 2007

Miss Tanaka

Ontem recebi uma notícia que me deixou aos pulos de alegria! A minha amiga Graca Tanaka está reabrindo dia 01 de outubro o seu maravilhoso restaurante Miss Tanaka, depois de quase um ano viajando pela Europa, Tailandia, Laos e Vietna. Ela está deixando o Jardim Botanico para abrir as portas no Leme (meu bairro do coracao). Ela está cuidando da decoracao pessoalmente, depois do sucesso do Bar Da Graca.
E, para completar, quem está nesta empreitada com ela é nada mais, nada menos que a Srta. Donana, amigona desde sempre. Fico no maior orgulho, pois eu apresentei a Graca à Aninha. Agora tenho que ser VIP ao quadrado, quando for ao Rio, viu Aninha?!!!!
To aqui torcendo muito por elas, porque talento e coragem, elas tem de sobra!

Monday, September 24, 2007

Porque cinema é cinema!

*colagem que fiz ano passado com os tickets dos filmes do RIFF 2006.
Estou contando os dias para o Reykjavik International Film Festival 2007(www.riff.is). Dia 27 é o dia. Pode ter certeza que vou literalmente desparecer por duas santas semanas. Quem nao se lembra daquela voz aguda dizendo na abertura do Festival do Rio: "porque o Rio é coisa de cinema". Reykjavik também!

"Boa de Bola"


* desenho inspirando em cartoons japoneses para o curso maos e mente.
Segundas-feiras sao sempre dias estranhos. Depois de uma noite nao-dormida devido ao vendaval da noite passada, fui para a faculdade meio tristinha. Nao encontraria lá os professores muito bacanas que tive a oportunidade de conhecer. Foram 4 semanas, todos os dias de 8.30 as 12.30, desenhando, trocando idéias e abrindo a mente. Devido a eles, conheci mais o trabalho de Richard Tuttle (super sensível), Dieter Roth (intenso)... aprendi sobre o processo (ou oS) que ocorre entre a mente e o desenho. Foram muitas e tantas coisas para carregar para a vida toda. Com o curso, um enoorme folder de desenhos, esculturas, colagens e rascunhos que agora estao no canto, naquela parede vazia, sem muita utilidade. Hoje, tirando os trabalhos da parede me dei conta que daqui pra frente nao será mais brincadeira.
Para se ter uma idéia, comecei o curso de "paterns" e as professoras esperavam que nós já soubesemos usar o Illustrator, tipo, parte do seu corpo. Detalhe. Eu me senti duplamente analfabelta (se isso é possível). Devido ao islandes técnico e ao fato de nao saber usar o programa. Mas a gente vai tocando a bola... nao é mesmo? Afinal, sou brasileira... = leia o título!

Thursday, September 20, 2007

Festa à Fantasia



Sexta passada tivemos uma festa à fantasia e cada curso teve que escolher um tema. Nosso tema foi "Arty Hitler- se Hitler tivesse ido para escola de arte, como ele seria?" Pena que nesse momento a fantasia já estava perdida em algum lugar do Grái Köturinn... e num frio de 4 graus, lá estávamos, no meio da rua.. o que isso te lembra?

No escurinho do cinema...

É sempre estressante quando um curso chega ao fim e chega a hora da avaliacao. Eu bem que achei que em escola de arte seria diferente, mas nao... essa semana conclui o curso de fotografia e "mente e maos". Foram cinco semanas de muito trabalho, vitórias e derrotas. Expor seis fotografias e muitos, muitos desenhos para crítica de professores e alunos nao foi nem tem sido fácil para mim. É tudo muito novo e abstrato. Como colocar em palavras meus pensamentos durante o processo de criacao? O que está por trás de tudo... hoje passei minha tarde pendurando os desenhos e esculturas na parede da faculdade. Tipo, os professores selecionaram quais desenhos teríamos que pendurar (por temas das aulas) e aquele desenho que voce acha que ficou bábaro sempre fica de fora.. isso me aconteceu em quase todas as avaliacoes semanais. Amanha é a última avaliacao e tenho que apresentar o desenho que fiz hoje e que resume os trabalhos dessa semana. Estou um pouco insegura. Nao gosto do desenho, mas acho bacana como o pensamento foi desenvolvido. Quando e se eu colocar aqui, explico.

Ah, e este fim de semana eu quero é paz!! Desde que a faculdade comecou tenho ido a festas todos os fins de semana. Quero descanso e me preparar para o festival. Cá prá nós, nao é lá o Festival do Rio (ai que saudades!), mas Reykjavik International Film Festival (RIFF) vai ter uns 100 filmes. Já garanti meu passaporte (caríssimo!) e vou me perder no escurinho do cinema... afinal, filmes decentes por aqui é coisa rara. Laugarásvideo (locadora que tem de tudo) que me salva.

Te deixo com a Rita agora...

"No escurinho do cinema, chupando drops de anis, longe de qualquer problema, perto de um final feliz..."

Tuesday, September 11, 2007

Dark Room

Tenho passado tantas horas no Dark Room do departamento de Belas Artes que nem sei mais se é dia ou noite do lado de fora. Que importa?

Amanha apresentarei as fotografias finais em P&B. Ao todo sao quatro fotos.
1- uma mostrado o uso correto de foco, abertura e velocidade,
2-outra com "depth of field"- foto que eu amo e que o professor já classificou como "messy",
3-outra é um portrait de alguém que eu nao conheco e essa fotografia tem que contar uma história (quer ouvir?) - um velhinho fofo que estava de pijamao lendo na varanda de sua casa numa manha chuvosa de domingo,
4- por fim, self portrait (mas, segundo Eric, o professor, nao vale aquela foto que todo mundo tira no espelho do banheiro)- ok, ok, a minha está bem abstrata, mas andei pirando com conceito de selfportraits e reflexos.

sei lá... as vezes Eric é muito classificatório , coloca rótulos em tudo e isso me incomoda. Culpa da Kaplan, meu queridíssimo professor de aquarela. Amanha quero mostrar para ele que foto tirada com o reflexo do espelho pode ser sim muito cool. Lembra o cd da PJ Harvey, "Uh huh her"? Quer algo mais cool que a capa e as fotos no interior? Falando na PJ, ela está na capa de alguma revista arty deste mes.Vi hoje na biblioteca. Amanha, se eu lembrar e/ou tiver tempo, passo lá para ler.

Enfim, ralei, ralei muito revelando todos os filmes, imprimindo contatos e as fotos finais. Inacreditável como cada foto toma um tempo louco. Acerta a luz aqui, o filtro ali, quero mais escura, mais clara, menos cinza... cá pra nós... e eu nem sou tao perfeccionista assim!? Mas eu NAO vou dar um "gracas a tecnologia esse processo está obsoleto" , porque essa experiencia no laboratório tem sido mágica, transformadora...

Monday, September 3, 2007

"The alchemy of garbage"

Enquanto eu me afogo em textos bizarros de Levi- Strauss (nao é o mesmo da marca de jeans nao!), Barthes e Eco, ainda tenho que terminar um rolo de 36 poses P&B com portraits de pessoas que eu nao conheco E fazer uma coletanea de desenhos de terceiros que indicam alguma coisa, lugar (bem profundo isso). Atolada de dever de casa, fora estudo de islandes e photoshop.
Ainda dizem que vida de estudante é mole...
Este fim de semana foi a festa NÝNEMA PARTY (novos alunos) e os alunos de design gráfico resolveram encontrar no Grái Köturinn, um café super chamoso onde artistas e intelectuais se encontram para discutir filmes, livros, etc e tal. O café abre de 7.30 as 15 hs, MAS como o lugar é administrado por uma das estudantes (tipo leasing), ela resolveu abrir as portas para nós. Ou seja, festinha dos graphics à la privê. Foi bem bacana para aproximar a turma. De lá partimos para a festa na Academia, elegantemente atrasados.
Parecia festa de filme, sabe... um MONTE de gente à carater, milhares de cameras fotográficas, Dj's com performace e muita, muita música das boas. Só nao pude curtir mais, pois tive que acordar cedo no dia seguinte para trabalhar na loja de vinhos. Fiquei com dó de partir, mas hoje fiquei sabendo que a festa terminou 30 minutos depois de minha partida, quando os alarmes da Academia comecaram a tocar. Os alunos só sao autorizados a ficar no prédio até 1 hora. Da proxima vez, já sei!
Hoje Goddur falou sobre retro 80's, cintando "The use of dirt" e "The alchemy of garbage". Fica aí a interrogacao. Esse anos 80 nao é o mesmo das minhas doces recordacoes...

Thursday, August 30, 2007

Low tech, high fi?

Depois de um fim de semana agitadíssimo, com direito a ir para o campo colher blueberries e desfile de moda do MUNDI.*
O semana comecou com workshop "Mente e maos" (serao 4 semanas de muito desenho) e o curso do Goddur, o professor bambambam do design. Curso: "Design and mood of the years". Como foi em islandes, viajei nas imagens maravilhosas e depois googlei todos os nomes citados na aula. Para completar, busquei tudo isso para a minha realidade e fiz um brainstorm anos 90:
David Carson, tomato.com., computador pessoal, Neville Brody, internet, Die Gestalten, AOL, On rush design, e-mail hotmail, Daniel Liberskin, cds, Zaha Hadid, Sebastiao Salgado, Rudolf Stussy, Renato Russo, glowstick, Kurt Cobain, Damien Hurst, Mathew Barney, Rock in Rio II, Ernest Haeckel, Bjork, Raves, mecompany.com, Erika Palomino na Folha, Matrix, Skank, Pato Fu, Raimundos, Mamonas, Pulp Fiction, Jasper Morisson, Wallpaper, Marc Newson, Barrados no Baile, Beirendock, "Monkey Drummer" do Chris Cunningham, MTV, Friends, LOMO, Martin Magiela, Dogma 95, Central do Brasil, Forrest Gump, Carlota, Fight Club, Trainspporting, Unforgiven, Kids, South Park, Mangá, Anima Animus, Absolut, Obey, Sigur Rós, Múm, Beneton, vestibular, Alexandre Herchcovitch, Harry Porter, Diana...
Low tech, high fi? Desconstrutivismo? Efeitos da globalizacao?
Sem sentimentalismo, mas dá até saudades, né?
*MUNDI, fashion designer islandes que anda arrasando Paris, Tókio, NY, Londres, Berlim... mandou convite para os Nýnema (calourada) da Academia dizendo que estava nos convidando para o lancamento de sua colecao porque ele nos considera MEGA COOL. Nao é muito fofo?Além de jovem e talentoso, deu um show com suas roupas super alternativas e estilosas!

Monday, August 27, 2007

Minha turma

Como dizia Renato, " a minha turma nao tem personagens, a minha turma tem gente de verdade.."
Laurie (a professora americana) fez esse vídeo BEM bacana com nossa turma.

Thursday, August 23, 2007

Realidade Artificial

O workshop com Laurie está seguindo caminhos inusitados. Sao momentos de inseguranca (analfabeta digital) e outros de explocao de criatividade. Amanha será o último dia do workshop, onde colocaremos na parede o resultado de todos esses dia de trabalho intenso.
Fiz um "livro" para criancas em 25 minutos. Confesso: NAO sozinha! Gracas ao Darri, minha idéias foram super bem traduzidas para o Photoshop. Trabalhamos em uma sintonia bem bacana. Tadinho, tudo que eu nao entendo, faco ele traduzir para mim. Acho até que ele está ficando cansado de mim, pois pego no pé dele (what did they say?).
De tarde tive curso de "Semiologia e Semiótica" em islandes! Lacan, Derrida, Barthes, Saussure, Kritera Cixous, Deleuze Guattari, Vilém Flusser, Foucault, Peirce... em islandes?!!!!! Lá estava eu, tentando entender uma palavra sequer de tudo que eles falavam. Eles, porque nunca vi uma aula ser tao dinamica. Tres professores, cada um falando e complementando o outro. Deu super certo e se nao fosse em islandes, acho que nao seria tao monótono nao. Enfim... no meio dos blébléblé em islandes, escuto: ARTIFICIAL REALITY. Alívio... ingles.. mas entao raciocino e... realidade artificial?! como raciocinar isso? Como uma realidade pode ser artificial.. ou eles estao viajando, ou ando um tanto cabeca dura. Realidade artificial é um tanto demais para mim.
Calma, calma, nao vou me desesperar. Nao mesmo. Respira fundo, deixa esse blog pra lá (brincadeirinha! Ma, amiga-irma, AMEI seu comentário (viva a arte!)) e vá estudar! Ler um livro do Foucault para semana que vem. Fora 2 rolos P&B que tenho que terminar até quarta para aula de Dark Room. Dá-lhe inspiracao e ... inté!

Wednesday, August 22, 2007


Design e tecnologia

Workshop com Laurie Rosenwald ( www.rosenworld.com)

Tirando o nervosismo de ser uma das poucas que nao se virava em Photoshop, Illustrator e Indesign, o workshop foi bem bacana e consegui fazer uma flor com o borrao de tinta. Orgulhosa da transformacao, ignorei o trabalho dos outros para nao me desesperar. Tenho um longo caminho pela frente até os programas de design fazerem parte de mim.

O que me deixou inspirada mesmo foi a palestra pós-aula sobre design e tecnologia. Foi mais ou menos assim: A professora maluquinha (sim, a mesma de ontem, hoje e amanha) resolveu dar a cara e mostrar sua arte. E essa foi a minha compreensao:

Tudo hoje está calcado em tecnologia. Os designers sabem muito bem como utilizar os programas mais hightech para se comunicarem. Conclusao: Wallpaper, Vogue, Elle, Surface... todas as revistas, propagandas, folhetos e etc sao muito parecidos. Até mesmos camisetas. Illustrator tomou conta geral. E tudo é tao perfeito, clean e certinho. E muito chato, muito monótono. Falta a mao do artista, falta CAOS, falta individualidade (materiais diferentes, texturas).

O computador nao comete erros. Tudo é perfeito, chique. Cade a vida? É preciso interferencia do homem, interferencia no trabalho com computador para gerar identidade. Identidade nao no sentido de que tudo seja feito no mesmo formato e se pareca. Identidade na individualidade, na singularidade... desafiando tendencias.

Esse é o trabalho de Laurie Rosenwald. Ela faz colagem, usa todo que aparece na sua frente. Guarda recortes de revistas e folhetos, junta papéis, fotos, faz suas próprias fontes, desenha com colas, usa cores sem medo, faz origamis...

Design que emociona. Nao será esse o nosso objetivo?

Tuesday, August 21, 2007

Listaháskólinn

A vida nos coloca diante de várias escolhas e essas decisoes geram consequencias as vezes diferente das espectativas. Não vou narrar agora como vim parar na Islandia. Talvez um dia, talvez nunca. Vou sim narrar os anos que estao por vir curso de design da Academia de Arte da Islandia (Listaháskóla Íslands).

Decidi fazer esse blog por várias razoes:
1- porque blog está na moda (de novo! Hehehe)
2- porque tenho certeza que vou me divertir e ralar muito na Academia
3- para que os meus amigos- designers ou nao- acompanhem essa experiencia e assim eu economizo nos e-mails
4- para nao deixar o portugues enferrujar (perdoem-me erros de datilografia, mas nao vou preocupar com acentos. As letras que faltam no meu teclado dão espaco para ð, æ, þ, ö...)

Reykjavik, 20 de agosto de 2007.


Aula inaugural no departamento de música e teatro. O “salão cheio” de gente diferente. Calouros de música, teatro, belas artes, danca, arquitetura e design (fashion, product e graphic). Parecia até festa à fantasia: os garotos madrugaram para colocar a cabeleira em pé nos estilos mais estranhos. Me senti como se estivesse nos anos 70, 80.. com essa moda toda de brechó, calca super mega colada, moletons estampadíssimos e óculos enoormes... é como se tivessem colocado todas as figuracas da Laugavegur (rua mais descolada de Reykjavik) juntas. Provavelmente eu era A estranha aquele recinto: de sainha, blusinha e all star. Fora meus cabelos e olhos castanhos, onde quase todos tem olhos azuis. Enfim, Helga, minha amiga islandesa e sporty girl, ao saber que fui aceita na LHI logo me perguntou: voce nao vai comecar a se vestir com aquelas roupas estranhas, né? Também me pergunto...

De cara fiz amizade com Thia, uma americana que passou os últimos anos na Ásia estudando fashion design e viajando. Uma gracinha, mas me senti uma gulosa perto dela. Passamos o dia juntas e ela nao comeu NADA. Eu comi bolinhos no café, sandubao no almoco e Prince Polo no break. Ela, nada.

No almoco, eu, Thia e mais 2 dinamarquesas tivemos reuniao com o reitor, que é outra figura. Ele é super jovial, super pra frente. E nao deixou de mencionar: “The night life is essencial. You have to go where people from our school go.” ??? Onde já se viu? Fiquei de cara. Iah.. iah.... fazer o que?

Detalhe: tive um choque ao ver que todas as horas de estudo de islandes (e foram MUITAS) nao me ajudaram muito. Resultado:uma dor de cabeca que nem e conto. Nao entendi bulufas das explicacoes durante o dia. Me senti completamente perdida nessa 7 horas de islandes intenso.

Só mesmo Poweryoga pra salvar.

E para completar o dia, mais aula. Lecture de um professor holandes sobre Information Design. Nunca pensei que por trás das plaquinhas nos aeroportos, ruas e shoppings houvesse todo um estudo de design (cores e formas). O cara é tao fera que foi chamado para fazer as plaquinhas do filme “O terminal”. O único problema é que ele fala demais. Falou das 20 as 23, sem parar. Só 10 minutinhos.
Para o primeiro dia de aula, ficar fora de casa as 9 as 23 foi um tanto pesado. Espero poder descansar amanha.

Rvk, 21 de agosto de 2007- Segundo dia de aula

Lá fui eu com uma lista enorme de material para o meu primeiro workshop. Sem informacao nenhuma, o alívio veio ao saber que a aula seria em ingles.

A professora americana comecou contando uma estória que era mais ou menos assim: ela estava no meio de nada na Irlanda com o marido quando recebe um telefonema dizendo que a Jessica Simpson (nunca ouvi falar, mas já googuei e ela realmente existe) queria que ela fizesse a capa do novo CD “para ontem”. No meio de nada, nao jamais encontraria uma loja com materiais artísticos. A única coisa que ela tinha nas maos era graxa para seus sapatos. De lá surgiu a capa com a ilustracao do marido. Fizeram pá- pú, fotinha, computer, e-mail... preco: 5 mil dólares e viagem paga.
Entao lá estávamos: futuros arquitetos, fashion, product e graphic designers com um mundo de material nas maos. Todo em preto.
Primeiras instrucoes: faca da sacola de lixo grande, um vestido. E ao som de muita música, a professora maluquinha, ia dizendo o que deveríamos ilustrar em um tempo mínimo, usando os mais diversos materiais. Dá-lhe black. Sapato, fruta, bebe, casa dos sonhos, navio, sexo, droga ilegal, coisa que gosta, coisa que odeia, flor, vestido, bola, alfabeto com diferentes tipografias.........................
Foram horas e horas exaustivas ilustrando o que vinha na mente dela e trocando de mesas, de materiais, desenhando em outros papéis... No fim fotografamos tudo e os garotos high-tech ficaram de colocar no computador.
Ah, e era para eu ter a minha tarde livre SE meu potinho de Indian Ink nao tivesse “explodido” no banco de trás meu carrinho. Passei a tarde em baixo de chuva tentando limpar e fazendo sujeira. Agora vou correr para estudar Photoshop.
Ps: Me senti mais “em casa” hoje.

Ler e Ver: Red Dot Communication Design Year Book 2006/2007- Peter Zec